No que diz respeito à história do skate, a fotografia tem um papel chave tanto na legitimação do esporte quanto nas mudanças pelas quais ele passou ao longo do tempo. Muito antes da internet nos proporcionar toda informação possível, publicações especializadas mexiam com o imaginário dos entusiastas através do trabalho de fotógrafos que viriam a marcar a história do skate. Não por acaso, alguns profissionais da área são hoje tão conhecidos e celebrados quanto os próprios skatistas.

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Os primeiros passos do skate foram acompanhados de perto por Craig Stecyk III, fotógrafo responsável pelos registros dos Z-Boys, grupo de Santa Mônica, na Califórnia, que contava com lendas como Jay Adams, Stacy Peralta e Tony Alva. O trabalho de Craig com o grupo foi registrado no filme Os Reis de Dogtown. Obrigatório para fãs do esporte.

jay-adams

Se hoje o skate é associado a culturas urbanas como o punk e o hip hop, isso se deve em parte às fotografias de Glen Friedman. Ao longo dos anos 80, o fotógrafo registrou a evolução do skate e seu diálogo com as subculturas que surgiam entre jovens. Suas fotos ajudaram a definir a identidade do skate que seria aprimorada nos anos vindouros.

glen alva

Prova da influência da fotografia sobre a prática do esporte, o trabalho de Mofo ajudou a estabelecer o Street Skate. O fotógrafo foi um dos primeiros a darem destaque para fotos tiradas em ambientes da própria cidade, ao invés de rampas ou piscinas. Suas fotos influenciaram skatistas do mundo inteiro a saírem para interagir com o espaço de suas cidades.

mofo

Nos anos 90, um jovem fotógrafo com dom para cinema passou a despontar nas revistas especializadas. Era Spike Jonze, que, anos depois, viria a dirigir grandes filmes como Onde Vivem os Monstros e Her. Spike aprimorou o já existente diálogo entre skate e subculturas urbanas através de um olhar inteligente e sofisticado.

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Apresentando uma sensibilidade estética diferenciada, Mike Blabac revolucionou a fotografia de skate. Optando por planos abertos nos quais o skatista é visto à distância – ao contrário dos closes comuns à prática – Blabac cria imagens de composição impecável. Sua linguagem diferenciada o torna um dos maiores nomes da categoria na atualidade.

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