É comum pararmos para admirar grafites de grande porte que cobrem as paredes de prédios ou a extensão de muros ao longo do perímetro urbano. São belas obras que enchem a cidade de cor e criatividade. Porém, há outro tipo de arte que muda nossa forma de interagir com a cidade, tornando-a mais lúdica e divertida, nos afastando da austeridade que os grandes centros podem impor. São peças de artistas que investem em pequenas intervenções que, quando encontradas, ao mesmo tempo, geram uma certa satisfação e um certo questionamento em relação aos reflexos do caráter que implementamos no lugar onde vivemos.

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Esse caráter é explorado nas obras da dupla Zebrating, que atua nas ruas de Mannheim, na Alemanha. O trabalho dos artistas consiste criar ilustrações em grades e corrimões que só podem ser vistas sob um certo ângulo. Totalmente baseadas em perspectiva, as peças surgem de surpresa para os passantes mais desatentos.

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Mais sutil ainda é o artista brasileiro Zezão. Um dos nomes mais celebrados do grafite brasileiro. Suas peças são bastante características e costumam ser feitas em locais de acesso bastante restrito. Esqueça os muros, Zezão trabalha em corredores de prédios abandonados, vias de esgoto e outras estruturas da cidade que, apesar de construídas, não têm o fluxo de pessoas como fim.

 

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De fato, estruturas inevitáveis ao perímetro urbano parecem ser um dos principais veículos de apropriação por parte dos artistas de rua. Um bom exemplo são as pinturas feitas em bueiros e bocas de lobo que podem ser vistas ao longo de diversas cidades. A prática é comum a diversos artistas, entre os quais se destacam D lafuen T e SÃO, fundadores do Projeto 6emeia.

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Há também artistas que investem em figuras únicas postas em contextos distintos dentro da realidade das cidades. São peças encontradas em situações bastante diversas que criam uma noção mais divertida de interação. Entre estes, destacam-se os zíperes do francês Benoit Lemoine, que “cortam” objetos diversos ao longo da França.

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